
(matéria publicada no site da cromossoma)
A camiseta não pode ser encarada meramente como uma vestimenta. Vários anos já se passaram desde o século XVIII. Com a Revolução Industrial e a invenção da lançadeira que revolucionou a produção das malharias artesanais, muitas inovações e adaptações puderam ser aplicadas à camiseta de malha. Até novos tecidos sintéticos foram inventados, mas a sua base, estrutura e, principalmente, sua função e significado, continuam os mesmos.
Já não é de hoje que as camisetas foram adotadas como um tipo de mídia. Não uma mídia de grandes corporações nacionais ou multinacionais. Mas um tipo de "mídia da mente". Do que as pessoas sentem e pensam e, por vezes, não tem a coragem de dizer literalmente para as pessoas ao seu redor.
Desde grandes movimentos populares à velha e batida camiseta do Che já várias vezes reinterpretada e difamada, até grandes eventos publicitários e comerciais, ela está sempre ligada a transmissão de uma mensagem, um sentimento que, lá no fundo, é exatamente o que identifica plenamente a própria pessoa, seus pensamentos, sua unicidade. O cromossoma armazena o nosso código genético, nossa unicidade na diversidade do nosso universo interior e coletivo. O cromossoma é a nossa vida crua, ainda sem a relação com o meio, nossa hereditáriedade. Essa base é nossa essência, nosso fundamento, nossa raíz científica.
A camiseta cromossoma será, então, o porta-voz dessa base, básica, mínima e máxima, o núcleo, a fotossíntese e a morte. O todo na insignificância, porque cada micro ou macro, forma ou textura de nossa vida representa algo que está registrado profundamente em nossas possibilidades.
Cromossoma: "somos o que soma"


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