quinta-feira, 21 de junho de 2007

As muitas drogas que consumimos

AS MUITAS DROGAS QUE CONSUMIMOS
(publicado primeiramente no banco de cultura do site Overmundo)

Existem inúmeros tipos de drogas disponíveis ao nosso redor. Vou citar alguns como exemplo: temos a droga da segurança, a droga da educação, a droga da saúde, entre outras tantas. A imensa maioria dessas drogas tem o mesmo princípio ativo denominado “corrupção”. Estas drogas são produzidas através de uma espécie de pó, conhecido como “pó-litica” (que realmente se escreve com “Ó” de “tenha DÓ”).

O problema é mais grave nas áreas mais pobres da população, que enfrentam sobre tudo o problema do fumo. As queixas mais comuns são: “fumo assaltado”, “fumo despejado”, “fumo demitido”, etc.

A aparente incompetência de muitas das áreas dos poderes constituídos (do municipal ao federal) é tanta, que poderíamos pressupor que se a população fosse um corpo com um ferimento na cabeça, eles provavelmente estariam aplicando um torniquete bem apertado no pescoço da vítima para aplacar o sangramento.
Podemos iniciar falando da droga da violência, que deixa o usuário sem defesas que possam protege-lo da epidemia de brutalidades que andam soltas por aí. Um dos sintomas que acomete os enfermos desse mal é a paranóia, pois eles acreditam que vão ser assaltados, agredidos, ou mesmo mortos a qualquer instante, e infelizmente estão totalmente corretos em pensar assim.

Outra droga muito poderosa é a droga da educação. Que está droga em todos os sentidos. Faltam professores, faltam vagas, falta estrutura. O que não falta é gente desviando verbas. O resultado vem em forma de atraso no desenvolvimento cultural e social da nação. Como sintomas, podemos perceber uma grande preferência das vítimas por programas televisivos, tais como: BBB, domingão legal do fulano de tal, etc. Menos estudo empobrece a matriz de conhecimento de grande parte da população, deixando-a totalmente a mercê de um amontoado de informações inúteis recebidas através de novelas, futebol e programas deploráveis de auditório. Tornando-as presas fáceis de inescrupulosos políticos que somente se interessam pelos seus votos.

Quanto à droga da saúde, pode-se notar que ela tem causado epidemias por compras de ambulâncias, contribuindo para proliferação de parasitas, ratos e gatunos no cenário político nacional. Um outro problema é a droga dos investimentos no meio ambiente, que sofrem de anorexia e anemia financeira, deixando a fiscalização apática e descuidada, favorecendo a poluição de rios, desmatamentos, contaminação do gado com aftosa, entre outros

sintomas.
Enfim, vivemos em meio a um universo de drogas, criadas em parte pela própria sociedade que colaborou (e muito), para que nosso país, estado e/ou município chegassem a esta situação catastrófica. Resta-nos apenas tentar não sucumbir a tudo isto, permanecendo firmes como um foco de solução. Procurando servir de exemplo e demonstrando que possuímos um ingrediente dentro de nós, cada vez mais raro e necessário para revertermos este quadro, chamado de HONESTIDADE.

Antonio Brás Constate

(publicado a convite do Ironia)



Um comentário:

alexandre soma disse...

Pó-de ter certeza!!
Com todo isso que você disse, pó-sso concluir que nosso país deveria se chamar então não mais Brasil, mas sim: Drogaria Nacional.

Alexandre Soma.