quinta-feira, 14 de junho de 2007

geração "casas bahia"


Pamonhas! Pamonhas!


Melhor definição é impossível. Estamos abandonando qualquer possibilidade de desenvolvimento neuronal. Pobres rapazes e moças abandonados em nosso cerébro a "Deus dará", "mas se ele não dá, ô nega? Como é que vai ficar, ô nega?"

Nossa pobre e cada vez mais "desneuronada" sociedade está em processo de automatização de consumo. Um círculo vicioso que não pára e se completa todos os dias. Um sangue venoso e frio que gela corações e mentes e infecciona o novo século brasileiro.

Da nossa saudosa "geração coca-cola renatorussiana" estamos alagados até o último fio de cabelo numa nova ordem: a "geração casas bahia". Uma estrutura molecular nefasta de proporções devastadoras. Um mortandade de sinapses como nunca se viu antes!

Estamos sendo acostumados a mediocridade lentamente e todos os dias por todos os meios possíveis de comunicação. Violência, atentados, caos e mais algumas maselas sendo despejadas em nossa retina causando distorções e cicatrizes mais profundas para que todos sejamos meras...
PAMONHAS! PAMONHAS!

Como pamonhas esquecemos nossos direitos e deveres e nos pegamos conformados com salários cada vez mais ridículos e praticamente nenhuma possibilidade de ascenção social, afinal temos todos os verões o BBB para sonharmos com fama e ilusões de vida milionária.

Como pamonhas temos as Casas Bahia, ora, para que ganhar um salário digino? Para que exigir com nosso suor condições melhores de trabalho ou mais justiça social? Nossas glândulas sudorípadas não precisam de estress... Nós temos as Casas Bahia! Nós temos como parcelar uma geladeira para ter água fresquinha sem abrir a porta em 568 vezes com minúsculos juros de 2% ao mês!! Isso é que é vidão!!

Vivemos ruminando a vida das celebridades e continuamos como anônimos insignificantes e cada vez mais endividados nas Casas Bahia, afinal, nosso salário mínimo dá pra comprar de tudo, né, ô pamonha!

Alexandre Soma
Anti-corpo do consumo


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