terça-feira, 26 de junho de 2007

Poema Biofuturista



vejo o som nas vibrações dos átomos que se espalham
em cada atrito da onda do mar.
vejo e choro a emoção colorida dessa química.
vejo e penso nos movimentos infinitos das marés.
vejo o toque de cada ser bioluminescente do mundo abisal.
vejo o cheiro da brisa que já foi um furacão
e agora tange meus sentidos calmamente.
vejo que nada está sozinho,
que o sozinho é apenas o nada que está sempre pronto para tudo,
o vácuo que permite a vida,
a vida que permite a existência de mais um
e de mais todos os infinitos "nadas".

Alexandre Soma.


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